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Como é calculada a nota do Enem

O Exame Nacional de Ensino M√©dio (Enem) 2019 est√° chegando. S√£o dois dias de provas: o primeiro no dia 03/11, com 90 quest√Ķes e uma reda√ß√£o. No dia 10/11, haver√° o segundo dia de teste, com mais 90 quest√Ķes. E, nessa reta final, √© comum que os estudantes tenham d√ļvidas em rela√ß√£o √† metodologia da avalia√ß√£o.
M√ČTODO TRI
O m√©todo TRI (Teoria de resposta ao Item) √© utilizado pelo Enem desde 2009 e √© um dos t√≥picos que mais causam incertezas entre os estudantes. Dando um exemplo, se dois alunos acertaram 90, no total de 180 quest√Ķes, provavelmente eles ter√£o notas diferentes. Vin√≠cius Freaza, Diretor de de Inova√ß√£o Pedag√≥gica da Evolucional, startup de educa√ß√£o baseada em dados, e que aplica o simulado do Enem, explica como isso √© poss√≠vel. Confira:
COMO A TRI FUNCIONA
A metodologia de avaliação é utilizada em muitas partes do mundo, em exames como o ENEM e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), no Brasil, e o Test of English as a Foreign Language (TOEFL) e o Scholastic Assessment Test (SAT), nos Estados Unidos. Diferente da Teoria Clássica dos Testes (TCT), que segue o princípio de que quanto mais itens um estudante acerta, maior é o seu conhecimento, o TRI tem como base o item, não a totalidade da prova. Ou seja, acertar 50% dos itens em uma avaliação não significa que a proficiência do aluno é igual a 50%: tudo depende de quais foram os itens respondidos.

TRI DETECTA OS ‚ÄúCHUTES‚ÄĚ
Em uma prova de m√ļltipla escolha, sempre √© poss√≠vel o acerto ao acaso, em que o estudante ‚Äúchuta‚ÄĚ uma das alternativas. A TRI leva esse aspecto em conta, com um conceito chamado de coer√™ncia pedag√≥gica.
Para ilustr√°-la, imagine uma prova com 10 itens, cada um com seus n√≠veis de dificuldade conhecidos, e suponha que dois participantes, ‚ÄúA‚ÄĚ e ‚ÄúB‚ÄĚ, acertem, ambos, cinco quest√Ķes cada um. No entanto, esses dois alunos n√£o acertaram as mesmas quest√Ķes.

Partindo do pressuposto de que o participante ‚ÄúA‚ÄĚ acertou as quest√Ķes mais f√°ceis e, a partir de um certo n√≠vel, passou a errar todas as outras, dizemos que esse √© um comportamento esperado e, portanto, pedagogicamente coerente.

No entanto, o participante ‚ÄúB‚ÄĚ errou as quest√Ķes f√°ceis, mas acertou as mais dif√≠ceis da prova. Esse n√£o √© um comportamento coerente e podemos supor que os acertos das quest√Ķes dif√≠ceis tenham sido casuais. Esses acertos tamb√©m contribuir√£o para o incremento da nota final do Participante ‚ÄúB‚ÄĚ, mas em menor medida do que se apresentassem coer√™ncia pedag√≥gica, como os acertos do Aluno ‚ÄúA‚ÄĚ.
ENT√ÉO √Č MELHOR DEIXAR UMA QUEST√ÉO EM BRANCO OU ‚ÄúCHUTAR‚ÄĚ?
Uma interpretação equivocada do princípio da coerência pedagógica pode levar à conclusão de que é melhor deixar itens em branco do que escolher uma alternativa.

No entanto, o ENEM n√£o aplica uma penalidade aos estudantes que acertam itens ao acaso: o que ele faz √© diminuir a pontua√ß√£o recebida por esses itens ‚Äď que, mesmo assim, sempre ser√° mais alta do que se ele tivesse deixado o item sem resposta.

MITOS DA TRI
Diferentemente do que muitos acreditam, a nota calculada pelo ENEM em cada √°rea do conhecimento n√£o √© um n√ļmero que varia entre zero e 1000, com exce√ß√£o da nota de reda√ß√£o, que n√£o usa a TRI.

Na verdade, as notas podem assumir qualquer valor real, mas, dependendo das 45 quest√Ķes que comp√Ķem a prova, cada edi√ß√£o do exame apresenta um n√≠vel m√≠nimo e um m√°ximo.

Fazendo uma simplifica√ß√£o did√°tica, dizemos que, por exemplo, se a quest√£o mais f√°cil da prova for de n√≠vel 200, um candidato que errou todas as quest√Ķes provavelmente tem um n√≠vel menor do que 200, mas n√£o podemos afirmar que √© zero.

Usando a mesma simplificação para os níveis de proficiência mais altos, se a questão mais difícil da prova tem nível 800, afirmaremos que um candidato que acertou todas os itens da prova atingiu nível 800 ou mais.

TENHA UMA ESTRAT√ČGIA DEFINIDA
Para maximizar seus resultados na prova, tenha em mente um plano de a√ß√£o pr√©-estabelecido. Por exemplo, comece pelas quest√Ķes mais f√°ceis (aquelas em que uma primeira leitura j√° √© suficiente para dar uma boa indica√ß√£o da resposta correta). Assim, voc√™ respeita a coer√™ncia pedag√≥gica e, provavelmente, ir√° acertar as quest√Ķes mais f√°ceis.

Deixe as perguntas mais difíceis, em que irá gastar de 10 a 15 minutos, para o final. Isso significa que você terá que ler a prova inteira e escolher os itens que irá resolver primeiro, em vez de simplesmente seguir a ordem em que eles aparecem. Mas o resultado tende a ser muito melhor com essa mudança de estratégia.

Fonte: sejabixo.com.br

Postado em: 28/10/2019